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outubro 28, 2016

Não alimente medos


            Engoli a seco, meu coração ficou estranho e pensei em todas as coisas ruins que fiz.

            - Será que minhas atitudes boas valem mais? Pensei, pensei bastante. Mas cada coisa é uma coisa, e é com essa frase nada filosófica que expresso meu enfermo sentimento. Entendo o foco que determinadas pessoas têm em diminuir os outros, amedronta-los, não ser útil para ninguém, é, provavelmente essa atitude cause conforto e bem-estar para elas. – Aí que maravilha, hoje consegui deixar sete pessoas tristes. (Vai lá e marca na agenda).

            Positivas ou negativas, eu acredito na energia que recebemos e transmitimos, se é bom ou real não sei, mas a sensação nem sempre é das melhores. Minha idade não me proporcionou amadurecimento suficiente para que eu não sinta medo de certas ações e energias, porém, procuro recebe-las em minha “casa” (em meu corpo) já às direcionando para a porta de saída. (-Vá e leve com você quem te trouxe.) Pessoas passam por nossos caminhos, deixam rastros, mas não somos obrigados a enfrentar brigas diárias com os rastros dessas mesmas. Não alimente medos.



            Tinha muito receio em me desapegar, em deixar alguém mal, tanto é que por muitas vezes preferi me sentir mal do que ver outras pessoas tristes, pensava: “-Eu já estou acostumada em me sentir dessa forma, essa pessoa não, e é por isso que prefiro sofrer pois vou saber como lidar com essa situação. ” , e assim segui, por muitos e muitos anos. Até hoje penso duas vezes antes de tomar alguma atitude, no entanto, sei que devo me priorizar.

            Lendo aquele livro “Geração de Valor” consegui abrir meus olhos para a realidade e encarar de vez que a maioria das pessoas vai te dizer que você é fraco, que não se esforça, que nunca vai conseguir e blábláblá, mas pensa como não deve ser chato conseguir as coisas sem que ninguém tenha dificultado? Para muito ter de ouvir essas palavras desmotivadoras deve ser ruim, para mim (hoje) são inspiradoras. Me sinto mais forte e determinada, não alimento mais esse medo.

            Já dizia o seu Caio F. “Deixa pra trás o que não te leva pra frente.”